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DiverCidade (Psol) quer ampliar participação das pessoas na Câmara Municipal de Natal.

Redação/Portal de notícias e fotojornalismo Natal/eliasjornalista.com

Por Mirela Lopes

Eles vêm de áreas de atuação bem diferentes, mas que convergem em busca de uma cidade mais plural. A proposta da chapa coletiva DiverCidade que concorre pelo Psol com o número 50.999 a uma vaga na Câmara Municipal de Natal é multiplicar por muitos o espaço de uma das cadeiras do legislativo natalense.

O grupo é formado por Bruno Lima, que é professor da rede pública estadual, doutor em teologia e pastor da primeira Igreja Inclusiva do Estado. Marcela Taís, administradora, mãe solo, coordenadora da Casa Abrigo Clara Camarão por quatro anos e Chefe de Enfrentamento à Violência Doméstica do Município. Além de Jobson, fotógrafo, cinegrafista, pai, ativista cultural e das causas sociais.

No quadro “Me Representa”, a Agência Saiba Mais traz uma série de entrevistas com a proposta de abrir espaço ao debate para candidaturas das Eleições de 2020 de grupos subrepresentados no legislativo municipal, como negros e negras, LGBTQIA+, mulheres, população em situação de rua e periferias.

Cada convidado tem 30 segundos para se apresentar e um minuto para responder a cada pergunta. As entrevistas serão divulgadas todos os dias, a partir das 18h, tanto no portal, quanto no canal no youtube da Agência Saiba Mais. Para receber tudo em primeira mão, já sabe, é só se inscrever no nosso canal! Confira a entrevista!

Agência Saiba Mais – Quem você representa?

O coletivo DiverCidade é um grupo de trabalhadoras e trabalhadores que se uniu em 2020 para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Natal. O nosso objetivo é abrir as portas da Câmara para receber a diversidade do povo e escutar as suas demandas e trazer para eles políticas públicas sérias que possam transformar suas vidas. Nós representamos as mulheres, as mães, a comunidade LGBT, os artistas, os ambulantes, os feirantes, as pessoas que moram nas zonas mais carentes de Natal, representamos os motoristas de aplicativos, os motoristas de ônibus  que hoje, por causa da nova gestão, têm a dupla função de motorista e cobrador, representamos as mães solteiras, as crianças de Natal, os nossos idosos que são esquecidos pelo poder público, representamos a população de rua, os pais e toda sociedade que é esquecida e se sente desfavorecida com os serviços que a gestão presta hoje.

Como pretende atuar para ampliar a participação política de grupos minoritários?

Aumentar a representatividade dos grupos ditos minoritários é muito importante, porque esses grupos hoje são maioria em quantidade, porém são minorias em representatividade dentro do parlamento. A chapa DiverCidade propõe que a gente traga essas pessoas para um diálogo mais próximo que essas pessoas possam ocupar o seu espaço dentro do mandato, que possam ocupar o seu lugar dentro da Câmara Municipal e assim entender a importância de estar dentro de um pleito, de estar participando de um mandato e participar das escolhas e decisões que são tomadas a seu favor.

 

Como deve ser conduzida a discussão sobre Plano Diretor de Natal? Quais os principais pontos?

Com a ampla participação popular, que seja democrático e que seja discutido por zona. Cada zona de Natal tem suas características e a Câmara Municipal e a Prefeitura de Natal devem obedecer às demandas de região da cidade. Por isso, achamos que o Plano Diretor de Natal deve ser socioeconomicamente viável, além de respeitar acima de tudo as questões ambientais da cidade. Natal é uma cidade turística que merece um plano diretor moderno que possa atender tanto quem nos visita como quem mora na nossa cidade.

Os principais pontos que devem ser discutidos no Plano Diretor, é a questão da mobilidade urbana, a acessibilidade para pessoas, a segurança e, acima de tudo, um ponto principal que a Câmara municipal não discute e nem a Prefeitura de Natal é questão dos imóveis que estão ociosos. Natal tem hoje centenas de pessoas em situação de rua, nós queremos dar para elas casas no perímetro urbano e não como a Prefeitura de Natal quer fazer, colocando essas pessoas distantes do centro, elas precisam trabalhar e, por isso, devem morar próximo às áreas urbanas da cidade.

Fonte: Agência Saiba Mais

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