Crônica Flávio Rezende: Escritos da Alma – Como não celebrar a existência — mesmo entre escombros?

Crônica Flávio Rezende: Escritos da Alma
Escritos da Alma:
Como não celebrar a existência — mesmo entre escombros?
Temer a gratidão pela vida diante de guerras, genocídios e almas partidas não é só covardia: é render-se às trevas.
Mas veja: entre ditadores e ruínas, a humanidade ainda cria, pinta, dança, escreve, salva, alimenta, ama. Porque o mal existe — mas não é absoluto.
Eis o contraste que nos define:
– Há líderes vis, mas também corações nobres;
– Há bombas desencarnando milhares, mas também mãos que reconstroem.
Eu carrego um amor pelos pais e irmãos (os que partiram e os que ficam);
Sou íntegro com filhos e amigos;
Semeio bondade como ato respiratório.
Assim entendi: na jornada terrena, o essencial não é quem cruzou seu caminho — mas como você caminhou sob a tempestade.
> *”Que importa a uma alma os encontros passados?
> Importa como enfrentou seus desertos.”*
Enquanto facínoras triunfam e bombas ceifam vidas, *minha felicidade é um ato de rebeldia*. Continuo fotografando belezas, tecendo possibilidades, emanando luz. Aguardo o portal que liberte as almas pesadas… Até lá, ecoo o mago:
> “Livrai-nos desse tempo escuro!” (Gil, Extra)
Luzzzz 💫
—
*Flávio Rezende*
Praia de Ponta Negra, aos vinte dias do mês junino e ano 2025. 18h31. Sempre Rock, Ponta Negra. Natal. RN-BRASIL


Gratidão alma querida