
Crédito: Magnus Nascimento
A Prefeitura do Natal realizou, nesta segunda-feira (2), das 14h às 18h, a segunda Oficina de Programação do Projeto Nova Ponta Negra, dando continuidade a uma das etapas centrais do processo participativo que irá subsidiar o concurso nacional de arquitetura voltado à requalificação da orla.
A iniciativa integra o cronograma previamente anunciado pela gestão municipal, dentro da convocação oficial das Oficinas de Programação e da 3ª Audiência Pública do projeto. A condução das atividades ocorre em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), técnicos do Município e integrantes do Grupo de Trabalho Nova Ponta Negra, coordenado pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação (SEPAE).
A segunda oficina reuniu um público diversificado, reafirmando a pluralidade e o caráter democrático do processo. Estiveram presentes pescadores, empreendedores, arquitetos, ambulantes, representantes de grupos de produção artesanal e moradores da região, ampliando o diálogo sobre o futuro do território.
Ao longo da programação, os participantes foram organizados em seis grupos de trabalho, desenvolvendo atividades colaborativas e apresentando contribuições a partir de suas vivências na orla. A proposta segue sendo a construção coletiva do Programa de Necessidades, documento que norteará as diretrizes do futuro projeto de urbanização e paisagismo.
O secretário da SEPAE, Arthur Dutra, reforçou a relevância da escuta ativa. “O caráter democrático é o que nos faz avançar, entendendo a realidade de cada um que quer reorganizar o nosso principal cartão-postal, a nossa Ponta Negra. Avançaremos e executaremos nossos objetivos”, destacou.
Entre os participantes, Josicarla dos Santos, estudante de Administração, avaliou positivamente a experiência. “Muito bacana a possibilidade de participação de diferentes áreas para pensar os impactos socioambientais e tudo o que envolve o projeto”, afirmou.
João Batista, ambulante e vendedor de refeições naturais, também ressaltou a importância do momento. “As oficinas estão sendo uma descoberta. Estão trazendo novos conhecimentos, estou esclarecendo várias dúvidas e criando novos questionamentos para ajudar a construir uma Ponta Negra melhor”, disse.
As Oficinas de Programação permanecem como etapa consultiva do processo participativo e antecedem a 3ª Audiência Pública do Projeto Nova Ponta Negra, quando serão apresentadas as diretrizes consolidadas e demonstrado como as contribuições da sociedade foram incorporadas ao instrumento que embasará o concurso público nacional de arquitetura.
Com a realização da segunda oficina, a Prefeitura do Natal reafirma o compromisso com um planejamento técnico, transparente e participativo. Uma política voltada à construção coletiva de uma nova Orla de Ponta Negra e alinhada às necessidades da população, à valorização do território e às boas práticas do urbanismo contemporâneo.


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