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Postado às 09h07 CulturaDestaque Nenhum comentário

Crônica Flávio Rezende: Escritos da Alma – Maravilhosas Sensações –

Apesar dos pesares, é salutar cultivar uma postura feliz diante da existência. Isso não significa ignorar as dores do mundo, mas agir corretamente para amenizá-las. Desfrutar das sensações que a vida oferece não constitui ofensa, tampouco desrespeito a um planeta marcado por sofrimentos, injustiças e desarmonia.

Ontem o dia amanheceu chuvoso. Saí para caminhar e, como de costume, coloquei minha playlist do Deezer para tocar. Caminho com a mente leve, distribuindo bons-dias, sorrisos e pequenos gestos de carinho: uma garrafa de água gelada, uma marmita, uma camiseta, uma torrada. Mas, acima de tudo, procuro colaborar com a aura planetária, irradiando pensamentos de paz, luz, alegria e felicidade para todos.

Vestido com essa poderosa roupa invisível feita de boas vibrações, sinto um prazer quase indescritível. O corpo inteiro parece agradecer. O ventinho frio acaricia a pele, o banho revigora, a piscina renova, e a rede, balançando suavemente sob o ar-condicionado, transforma-se em um altar de descanso. Cada instante desses é um presente que a existência oferece aos poros e à alma.

Quando o calor chega, também encontro motivos para celebrar. Caminho sob o sol pensando na vitamina D, no emagrecimento necessário e na saúde que se fortalece. Aprendi a transformar os elementos da natureza em aliados do prazer, do equilíbrio e da vida.

Procuro agregar satisfação a tudo o que faço: caminhar, assistir a filmes, ler livros, conversar, estar com meus filhos e amigos, torcer pelo ABC e pelo Flamengo, ouvir música ao vivo nos barzinhos, namorar, reencontrar meus irmãos, saborear doces e pizzas, dirigir, sonhar, dormir, fazer xixi, evacuar… e, pasmem, até passar por cirurgias. Sim, gosto delas — para o desespero dos meus filhos e parentes! Rsrs…

A vida é fantástica. É um oceano de sensações físicas e mentais, um convite permanente para descobrir infinitas possibilidades. E, procurando viver com consciência social e política, defendendo a democracia, o meio ambiente, a justiça e a solidariedade, percebo que a passagem pela matéria torna-se também uma experiência profundamente espiritual.

Assim sigo: leve, feliz e procurando deixar, por onde passo, um pequeno rastro de esperança.

Arrocha o colorau… au, au, au!

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