
Foto Carlos Costa/Assecom
Unidade concluiu reforma da Farmácia Central e passa a contar com novo serviço de endoscopia
A governadora Fátima Bezerra e o secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, realizaram visita institucional, na tarde desta quinta-feira (10), ao Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade (HRCCA), em Pau dos Ferros. Na ocasião, foram apresentadas as novas ações para ampliação e qualificação da assistência à população do Alto Oeste Potiguar.
As novas instalações da Farmácia Central receberam investimento de R$ 130 mil, oriundo de emenda parlamentar, para melhorar os fluxos, ampliar a capacidade de armazenamento e garantir mais segurança na dispensação de medicamentos. Outro destaque será o novo serviço de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), procedimento especializado para diagnóstico e tratamento de doenças das vias biliares e do pâncreas. Antes, pelo SUS no Rio Grande do Norte, o procedimento era ofertado apenas no Hospital Universitário Onofre Lopes. A previsão é de realização de três procedimentos por semana.
A governadora Fátima Bezerra lembrou a realidade da região há muitos anos, desde quando era professora e ouvia sobre a necessidade de ter assistência adequada. “Por isso, é uma alegria enorme estar hoje aqui celebrando uma transformação tão extraordinária. E não estamos falando apenas de palavras, mas de entregas concretas: ampliamos o hospital de 55 para 135 leitos, fortalecemos a urgência e criamos condições para a realização de cirurgias, inclusive ortopédicas. Já são mais de 7 mil cirurgias realizadas. Isso é cuidar das pessoas, é garantir dignidade e é mostrar que o serviço público pode, sim, transformar vidas.”
“O Hospital Cleodon é, para nós, um verdadeiro caso de sucesso. Além do aumento dos leitos, incluindo UTI, temos a chegada de novos equipamentos e serviços, como tomógrafo, endoscopia e raio X digital. As enfermarias foram climatizadas e individualizadas, garantindo mais dignidade no atendimento. O hospital também foi pioneiro na implantação das linhas de cuidado do infarto e do AVC, que estão salvando vidas. É claro que ainda precisamos avançar, mas a realidade da saúde no Alto Oeste hoje é muito diferente da que tínhamos há oito anos. Esta visita é também um momento de prestação de contas à população sobre tudo o que foi realizado”, disse Alexandre Motta, secretário de Estado da Saúde Pública.

Atendendo a 37 municípios do Alto Oeste, o hospital alcançou a marca de mais de 7 mil cirurgias ortopédicas realizadas, consolidando a unidade como importante referência regional. Nesta quinta-feira (10), foi realizado o primeiro mutirão de cirurgias eletivas da unidade. A ação faz parte da estratégia da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em parceria com o hospital, buscando reduzir filas de espera, otimizar o fluxo cirúrgico e garantir mais qualidade e agilidade no atendimento.
“E esse é apenas um dos avanços que estamos apresentando hoje. A partir do dia 18, o hospital também passará a realizar um procedimento especializado que, até então, era ofertado pelo SUS apenas no Hospital Universitário Onofre Lopes. Com isso, o Cleodon se torna referência para esse atendimento em todo o Rio Grande do Norte. É uma conquista muito significativa para o Alto Oeste e demonstra como o hospital vem se transformando: de uma unidade que antes era vista como hospital de passagem, estamos nos consolidando como um hospital que resolve, que cuida e que salva vidas”, refletiu Raimundo Fares, diretor do Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade.
Atualmente com 135 leitos, sendo 10 de UTI, o Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade recebeu nos últimos anos investimentos para implantação da classificação de risco na urgência, aquisição de mesas cirúrgicas, equipamentos de ultrassonografia, raio X e arco cirúrgico, início das cirurgias de fêmur, implantação de tomógrafo, modernização do laboratório e melhorias nas áreas de pediatria e clínica médica.
Outro avanço importante ocorreu na implantação das linhas de cuidado do infarto agudo do miocárdio (IAM) e do acidente vascular cerebral (AVC). Antes da implantação dos serviços, o tratamento na unidade era predominantemente conservador, sem a realização de trombólise. A estruturação das linhas de cuidado envolveu capacitação das equipes, elaboração de protocolos, disponibilização de medicamentos trombolíticos e suporte especializado de cardiologistas e neurologistas por meio de telemedicina. Até julho de 2026, a Linha do Infarto registrou 405 atendimentos e realizou 207 trombólises. Na Linha do AVC, até junho de 2026, foram registrados 264 atendimentos e realizadas 27 trombólises.


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