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Suzana Winkel, embaixadora oficial do Canva Brasil, conduziu oficina sobre criação e validação de protótipos no GO!RN 2026. (Foto: Felipe Caetano)

Embaixadora oficial do Canva Brasil, Suzana Winkel apresentou conceitos de MVP e mostrou como a prototipagem pode ajudar a validar soluções antes de maiores investimentos

Por Especial GO!RN 2026

Em menos de dois minutos, uma ideia ganhou forma durante o GO!RN 2026. A partir de uma situação comum a pequenos negócios, a publicitária, gestora de negócios e embaixadora oficial do Canva, Suzana Winkel, criou um sistema de cadastro de clientes e, logo depois, disponibilizou um QR Code para que o público pudesse testá-lo pelo celular.

A demonstração fez parte da oficina “Da ideia ao MVP: Prototipe sua ideia no Canva”, realizada neste sábado (19), no Sebrae Lab/Hands On, espaço da programação dedicado a atividades práticas. Ao mostrar como uma primeira versão pode ser colocada à prova antes de maiores investimentos, Suzana chamou atenção para o risco de avançar no desenvolvimento sem antes validar a ideia.

“O maior risco não é construir devagar, é construir a solução errada”, destacou.

Para evitar esse caminho, uma das estratégias apresentadas foi o Produto Mínimo Viável (MVP), uma primeira versão desenvolvida com os elementos essenciais para verificar se a solução funciona e se existe interesse das pessoas em utilizá-la ou pagar por ela.

Segundo Suzana, essa primeira versão não precisa ter todos os recursos nem o acabamento imaginado para o produto final. Para explicar esse processo, ela compartilhou a própria experiência no desenvolvimento de uma startup. A palestrante contou que, no início, estava preocupada com o visual da plataforma, enquanto os sócios defendiam que era preciso primeiro testar a jornada do usuário e verificar se a solução funcionava.

“Nem sempre o MVP vai ser lindo. Vai ter um MVP bem básico, mas que funciona”, afirmou.

No caso da startup da qual participou, relacionada à agricultura familiar e logística, o processo de validação levou cerca de dois anos. Segundo Suzana, o período foi importante para conhecer melhor o mercado, entender o setor e avaliar o momento de colocar a solução em operação.

O MVP também não precisa ser necessariamente digital. Durante a oficina, ela explicou que uma planilha, um serviço, um procedimento ou uma versão simplificada de um produto podem cumprir essa função.

“O objetivo é testar hipóteses e reunir informações que indiquem se a ideia deve avançar ou passar por mudanças”.

Do caderno ao protótipo

Para demonstrar esse processo no GO!RN, Suzana partiu de um exemplo próximo da realidade de pequenos negócios: empreendedores que mantêm informações de clientes em cadernos, planilhas ou conversas no WhatsApp, o que pode dificultar o acompanhamento e a organização desses dados.

Antes de criar o sistema, ela definiu quem seria o usuário e qual necessidade deveria ser atendida. O público escolhido foi o de pequenos empreendedores e donos de negócios locais que precisavam cadastrar, consultar e acompanhar clientes de maneira simples, em um único lugar.

Suzana explicou que entender quem vai utilizar a solução é uma etapa importante antes de começar a desenvolvê-la. Um sistema pode reunir diferentes recursos e, ainda assim, não ser adotado se for mais complicado do que a ferramenta que o cliente já utiliza.

Com essas informações definidas, a palestrante utilizou o Canva Code para gerar o protótipo. Ela inseriu a descrição do usuário, da necessidade e da solução pretendida e pediu à ferramenta que criasse o sistema. Sem definir previamente botões, filtros ou a organização das telas, recebeu uma primeira versão com áreas de cadastro e acompanhamento de clientes.

O protótipo foi então publicado e disponibilizado por QR Code para a plateia. Os participantes puderam acessá-lo pelo celular, preencher informações e testar as funcionalidades. A partir dessa experiência, poderiam apontar a falta de determinados campos, sugerir alterações ou identificar informações que não precisavam estar ali.

compartilhados durante a oficina no GO!RN 2026 (Foto: Felipe Caetano)

Participantes colocaram em prática os conhecimentos compartilhados durante a oficina no GO!RN 2026 (Foto: Felipe Caetano)

Ao final da oficina, os participantes também foram convidados a experimentar a criação dos próprios protótipos. Entre os exemplos apresentados estavam formulários, sites e até sistemas voltados ao controle financeiro pessoal.

O GO!RN 2026 reúne mais de 250 atividades em 13 eixos temáticos. Promovido pelo Sebrae-RN, em correalização com mais de 40 instituições parceiras, o evento segue neste sábado (19), no Centro de Convenções de Natal, com programação voltada à inovação, tecnologia e empreendedorismo.

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