
Crônica de Flávio Rezende “Escritos da Alma”
Escritos da Alma
Essa tal relação com nossos pais
Chego no Sempre Rock para curtir o som e o jogo do Mengão na TV. Sento, e ao meu lado um outsider já turbinado no malte puxa papo e insiste em falar sobre minha relação com papai.
Relatei meu profundo amor por ele e, diante das indagações pontuais dos “porquês”, fui detalhando as razões desse afeto imenso — tanto por meu pai quanto por minha mãe.
Venho percebendo, na vida, assistindo filmes, novelas e no cotidiano, como essa relação com nossos pais é forte e constante. Parece algo como um cordão umbilical eterno: está sempre presente, nunca distante, determinando comportamentos, reações e emoções em nosso existir.
No convívio com meus filhos, percebo ainda mais: sempre me pergunto como meus pais reagiam às minhas notas baixas, às diferenças de comportamento, ao modo de vestir, aos gostos musicais. É impressionante como a relação pais e filhos se perpetua, de forma positiva ou negativa, marcando nossos destinos de modo intrínseco.
Papai e mamãe aceitaram todas as minhas revoluções: tatuagem, cigarro, brinco, esquerdismo e outros babados mais. Nunca foram agressivos. Diziam que não concordavam, mas não me agrediam — nem verbal, nem fisicamente.
Devo muito do que sou a essa aceitação educada e pacífica. É meu norte para educar meus filhos, minha bússola para navegar pelo planeta.
E tem dado certo.
Luzzzz 💡💡💡
Flávio Rezende, aos vinte dias do oitavo mês, ano dois mil e vinte e cinco. 22h51. Sempre Rock, Ponta Negra, Natal/RN – Brasil.


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