
Escritos da Alma
Escritos da Alma
— tantos e tantos momentos felizes —
Estou em um barzinho que adoro, o Sempre Rock, em Ponta Negra — minha cidade Natal — e, bem à minha frente, observo um casal feliz: sorrisos trocados, ideias que se encontram, beijos espontâneos.
Olhares dispersos numa mente amorosa, livre de qualquer vestígio de inveja, despertam reflexões luminosas.
Ao chegar aos sessenta e quatro anos, passei a revisitar as muitas felicidades vividas: sorrisos, carícias, instantes memoráveis compartilhados com companheiras, filhos, familiares, amigos e tantas outras pessoas espalhadas pelo planeta. Foram incontáveis trocas de energia, conversas profundas, encontros e inter-relações.
Minha vida é, sem dúvida, uma coleção de satisfações e positividade. Sempre tive facilidade em criar conexões, provocar encontros luminosos e construir relações saudáveis. Carrego comigo um acervo abundante de aproximações sinceras ao longo de toda a existência.
Problemas quase nunca existiram; quando surgiram, foram esporádicos, fora da curva — verdadeiras aberrações. Geralmente sem minha provocação, muitas vezes frutos de insistências alheias, quase alienígenas.
Olho para trás e reconheço uma trajetória feita de encontros incríveis, diálogos produtivos e relações genuínas.
Sou feliz. E, neste ponto da vida em que me encontro, ao ver pessoas vivendo aquilo que já vivi — ou que ainda vivo, em outros formatos e experiências — vibro junto. Sinto a alegria interior se expandir.
Gosto tanto da vida e das pessoas que, ao perceber a felicidade ao meu redor, entro automaticamente nessa frequência de ampliação.
O amor precisa de Wi-Fi para se tornar cada vez mais universal.
E eu sou um roteador permanentemente ligado nessa frequência.
Luzzzz 💡💡💡
Flávio Rezende
Aos vinte e seis dias do décimo segundo mês do ano de dois mil e vinte e cinco, às 21h15.
Sempre Rock, Ponta Negra, Natal — RN, Brasil.


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