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Postado às 13h03 DestaquePolítica Nenhum comentário

Crédito Eduardo Maia  /  ALRN 

A deputada Eudiane Macedo (PV) trouxe à tona, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (12), um alerta urgente sobre os riscos do movimento conhecido como “Redpill”, que, segundo a parlamentar, tem se transformado em uma “fábrica de ódio” contra mulheres.

Membro da Frente Parlamentar da Mulher e da ProMulher ALRN, Eudiane Macedo destacou que, embora se apresente como um “suposto despertar masculino”, o movimento, em espaços virtuais, “tem-se transformado na prática em uma verdadeira fábrica de ódio contra nós mulheres”. Ela enfatizou que nesses ambientes, mulheres são frequentemente retratadas como inimigas, a violência é banalizada e crimes graves, como agressões e estupro, são “relativizados”.

A parlamentar ressaltou que a radicalização online transcende o ambiente digital, gerando “consequências na vida real e, infelizmente, de uma forma muito violenta”. Ela alertou que diversos ataques e crimes contra mulheres em diferentes partes do mundo já foram “cometidos por homens influenciados por fóruns e comunidades misóginas”.

Eudiane Macedo pontuou que o Brasil já enfrenta uma “grave crise de violência contra nós mulheres”, com números alarmantes de agressões, abusos e feminicídios. “Diante dessa realidade, não podemos permitir que a internet se torne um território livre para quem promova misoginia, ódio e incentive comportamentos violentos. Misoginia organizada mata”, afirmou a deputada.

Diante desse cenário, a legisladora potiguar defendeu a urgência de medidas concretas de enfrentamento. Ela mencionou o Projeto de Lei nº 988/2026, de autoria da deputada federal Duda Salabert, que tramita na Câmara dos Deputados. A proposta visa criar o crime de incitação à misoginia organizada e prevê punições para grupos e redes que promovam o “ódio sistemático contra nós mulheres”.

No âmbito estadual, Eudiane Macedo informou ter protocolado um Projeto de Lei para instituir a Política Estadual de Conscientização e Prevenção à radicalização misógina. O foco da iniciativa é combater a desinformação e os conteúdos associados ao movimento Redpill, promovendo educação, prevenção e conscientização, “especialmente entre os jovens, para impedir que discursos de ódio se transformem em violência”.

Concluindo sua fala, a representante do Parlamento Estadual salientou que “o combate à violência contra nós mulheres exige coragem, responsabilidade e, acima de tudo, ação”. Ela fez um apelo pela agilidade na tramitação de seu projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enfatizando a gravidade do tema e os “índices alarmantes de feminicídio” no país. “Defender as mulheres é defender a vida, a dignidade e os direitos humanos”, finalizou.

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