
Multidão acompanhou o presidente Lula, em ato em Copacabana.Foto: Ricardo Stuckert
“A nossa arma é a urna e a nossa bala é o 13”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado, 24, durante ato em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), na véspera do segundo turno das eleições. Ao se despedir dos apoiadores, Lula convocou a população a participar da votação deste domingo, agradeceu à militância pela mobilização na campanha e criticou o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. “Não podemos levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto”, declarou.
Uma multidão tomou a orla de Copacabana para acompanhar o presidente em um ato marcado pela defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. Durante coletiva com jornalistas, Lula agradeceu aos brasileiros que se envolveram na campanha e destacou o protagonismo popular na reta final da disputa.
Confiante, o presidente disse que a mobilização superou as expectativas e demonstrou o compromisso de amplos setores da sociedade com o futuro do país. “O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha”, afirmou, ao mencionar o grupo de mobilização Exército do Lula, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e fortalecido durante o segundo turno.
Durante a caminhada, o presidente voltou a alertar para os riscos que a eleição de Flávio Bolsonaro representa para os direitos sociais. Lula defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e os direitos dos trabalhadores e criticou posições atribuídas ao candidato do PL sobre o financiamento da saúde pública e a possibilidade de revogação do fim da escala 6×1.
“Está claro que ele quer privatizar o SUS. Está claro que ele não quer colocar nenhum centavo a mais no SUS. Está claro que ele vai tentar destruir o fim da escala 6×1”, afirmou.
Em defesa do Brasil
O petista também pediu à população para observar as diferenças entre os projetos políticos em disputa. Ao recordar o governo de Jair Bolsonaro, criticou o desmonte de políticas públicas nas áreas de cultura, trabalho, educação, saúde e política externa. Lula afirmou que seu governo trabalhou para reconstruir essas áreas e apresentar uma perspectiva de desenvolvimento para o Brasil. “O povo quer mudança para melhor. O povo quer mudança para frente. O povo não quer retroceder”, disse.
A defesa da soberania nacional também teve destaque no discurso. Lula afirmou que o Brasil deve preservar sua autonomia nas relações internacionais. “Ou o povo escolhe alguém que beija a bandeira nacional, ou alguém que beija a bandeira americana. Nós não desejamos que o Brasil seja o quintal de ninguém”, disse.
O presidente ainda abordou os investimentos previstos para o Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense. Ele afirmou que a prioridade do governo deve ser atender às necessidades da população, sem discriminação política. “Eu não vou perguntar aqui que o prefeito votou, de que partido ele é. Se o projeto é bom, o projeto tem consistência, nós vamos fazer as obras”, declarou.
A importância do voto feminino
Em seu discurso Lula falou especialmente às mulheres , afirmando que elas terão papel decisivo na votação deste domingo, 25 e para o futuro do país. A primeira-dama Janja reforçou que as mulheres precisam comparecerem às urnas. Ela ressaltou os impactos das políticas públicas na vida das famílias e defendeu a participação feminina na defesa da democracia. “Nós, mulheres, somos as guardiãs da democracia”, afirmou, pedindo que as eleitoras pensem no futuro de seus filhos, pais e avós ao votar.


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