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Estado registrou 27,3 mil novos microempreendedores individuais no período, enquanto comércio varejista aparece entre as atividades com maior número de empresas ativas

O Rio Grande do Norte registrou a abertura de 27,3 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) entre janeiro e julho de 2026, alta de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Mapa de Empresas, do governo federal. Com isso, o estado atinge o número de 154.594 MEIs ativos.

Para Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, o crescimento está relacionado, entre outros fatores, à possibilidade de formalização simplificada oferecida pelo MEI, que permite ao trabalhador obter CNPJ, emitir nota fiscal e acessar serviços financeiros específicos.

“O MEI funciona como uma porta de entrada para a formalização de muitas atividades econômicas. Quando observamos um crescimento dessa magnitude, temos um indicativo de que mais pessoas estão transformando atividades individuais em negócios formalizados. A partir daí, surgem novas necessidades de gestão, organização financeira e planejamento para a continuidade dessas empresas”, afirma.

A capital potiguar concentrou a maior parte dos novos registros. Foram 9.373 MEIs abertos em Natal entre janeiro e julho, o equivalente a cerca de 34% das novas formalizações no estado. Parnamirim aparece na segunda posição, com 3.588 novos MEIs, enquanto Mossoró registrou 2.523. Juntos, os três municípios responderam por aproximadamente 57% das novas formalizações realizadas no Rio Grande do Norte no período.

O número de encerramentos de empresas desse tipo também aumentou, mas em ritmo inferior ao das aberturas. Entre janeiro e julho de 2026, foram extintos 14.698 MEIs no Rio Grande do Norte, contra 13.219 no mesmo período de 2025, uma alta de 11,2%. Com isso, o estado acumulou saldo positivo de 12.651 MEIs no período, resultado da diferença entre novos registros e extinções.

“Depois da formalização, o desafio passa a ser transformar o registro em um negócio sustentável. Para isso, o empreendedor precisa acompanhar receitas e despesas, controlar o fluxo de caixa, separar as finanças pessoais das empresariais e planejar o capital necessário para manter a operação. Esses cuidados são especialmente importantes em negócios nos quais o próprio empreendedor concentra grande parte das funções administrativas”, explica Artur.

Varejo cresce entre empresas ativas

O comércio varejista é um dos pontos de conexão entre o perfil dos pequenos empreendedores e a atividade econômica observada no estado. Para Artur, a presença expressiva do setor evidencia a importância de uma gestão financeira próxima da operação.

“O pequeno varejista trabalha com uma dinâmica muito ligada ao fluxo diário de vendas, reposição de estoque, pagamento de fornecedores e formação de preços. Ter clareza sobre o fluxo de caixa e sobre a necessidade de capital de giro é fundamental para que o empreendedor consiga manter a operação e aproveitar oportunidades de crescimento”, afirma.

No Sicredi, o volume registrado na carteira de crédito para empresas varejistas no Rio Grande do Norte chegou a R$ 179,22 milhões em julho de 2026. O resultado representa crescimento de 22,9% em 12 meses. Para Artur, a proximidade com os empreendedores é um dos diferenciais do modelo cooperativo de crédito.

“O papel da cooperativa é compreender a realidade de cada empreendedor e oferecer soluções adequadas ao momento do negócio. Para o MEI e para o pequeno varejista, isso pode envolver desde serviços financeiros e orientação para organização do caixa até soluções de crédito e investimento, sempre considerando a capacidade financeira e os objetivos da empresa. A ideia é construir uma relação de longo prazo que acompanhe a evolução do negócio”, afirma.

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