
Ser mulher… e policial!
Redação/Blog Elias Jornalista
Oito de março é um dia para refletir. Flores e chocolates sempre são bem-vindos, mas o que marca esta data é a luta das mulheres por respeito e igualdade. Por meio de inúmeras batalhas, muito já se alcançou. Até bem pouco tempo, as mulheres sequer tinham direito a voto, não é mesmo? Mas muito ainda precisa ser feito.
Infelizmente, nossa sociedade ainda atribui certas tarefas e funções para cada gênero. Isso começa desde a infância: maquiagem, bonecas e panelas para as meninas. Bola, super heróis e jogos de raciocínio para os meninos. “Não é assim que uma mocinha se comporta”, “isso é coisa de menino”, entre tantas outras frases…
Na Polícia Civil, de aproximadamente 1350 policiais, o que já é um efetivo baixíssimo, têm-se apenas 30 delegadas, 82 escrivãs e 176 agentes. Os reflexos disso são preocupantes. No Seridó, a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) é chefiada por um homem, assim como duas das quatro equipes do plantão de gênero que funcionam na Zona Norte da Capital. Não é à toa que a Lei Maria da Penha determina, em seu Art. 10-A, que “é direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores, preferencialmente do sexo feminino”. O estabelecimento do vínculo de confiança e empatia é fundamental para uma investigação. E, para uma vítima mulher, isso é encontrado com mais facilidade numa semelhante.
Mas provar o seu valor é outra coisa que as mulheres fazem muito bem. Hoje a Polícia Civil é chefiada por uma mulher, temos delegadas titulares de várias especializadas e diretorias, agentes e escrivãs que demonstram competência em todos os lugares, inclusive naqueles com características mais voltadas à operacionalidade. As entidades de classe representativas das três categorias são presididas por mulheres. Tudo isso é motivo de muito orgulho e reforça a capacidade e competência das mulheres. Mesmo assim ainda há um longo caminho pela frente.


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