
Marcelo Queiroz, presidente do Sistema Fecomércio RN, em imagem de arquivo — Foto: José Aldenir
Presidente do Sistema Fecomércio RN reflete sobre formação executiva em Portugal e a responsabilidade de manter a disposição para aprender
Sentar-se numa sala de aula é sempre uma oportunidade de olhar com mais atenção para o que fazemos todos os dias. Com a rotina ocupada por decisões e compromissos, precisamos reservar tempo para ouvir outras experiências e rever nossas próprias escolhas. Tenho procurado preservar essa disposição, porque a responsabilidade de conduzir uma instituição exige que continuemos a aprender.
Entre os dias 2, 3 e 4 de novembro, participei, em Portugal, de um programa de formação executiva na Nova School of Business and Economics, da Universidade Nova de Lisboa. A atividade integrou uma missão empresarial internacional promovida pela Fecomércio MG e reuniu discussões sobre crescimento, competitividade, internacionalização e o papel das lideranças na construção de uma cultura inovadora.
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Um dos pontos que considero mais relevantes é o equilíbrio entre cuidar das atividades atuais e desenvolver novas oportunidades. Quem administra uma empresa conhece essa preocupação: é preciso garantir o funcionamento do negócio e, ao mesmo tempo, dedicar atenção ao que pode mudar sua relação com os clientes. A experiência ajuda a decidir, mas precisa ser acompanhada pela curiosidade e pela disposição de examinar outros caminhos.
Essa abertura depende muito de quem lidera. Uma equipe precisa encontrar espaço para apresentar uma ideia, questionar um procedimento ou propor uma solução. Se queremos organizações capazes de inovar, cabe a nós ouvir essas contribuições e oferecer condições para que sejam desenvolvidas e avaliadas. A maneira como recebemos uma sugestão pode estimular a participação ou fazer com que a próxima ideia nem chegue a ser apresentada.
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É assim que compreendo o aprendizado ao longo da vida. Ele acontece em uma formação como essa, na troca com outros gestores e no contato com quem conhece de perto o trabalho que realizamos. Exige também reconhecer que uma resposta adequada em determinado momento pode precisar de revisão. Estar aberto a isso é parte da responsabilidade de quem toma decisões que afetam outras pessoas.
À frente do Sistema Fecomércio RN, vejo essa reflexão ligada à nossa atuação. A formação profissional oferecida pelo Senac, os serviços do Sesc e o apoio da Federação aos empresários precisam acompanhar as necessidades de quem atendemos. Conhecer outras experiências nos ajuda a fazer perguntas sobre a nossa realidade e a identificar o que pode ser aperfeiçoado, com respeito às características do Rio Grande do Norte.
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O valor do conhecimento se revela nas decisões que conseguimos melhorar a partir dele. É esse cuidado que deve orientar a busca por novas ideias e sua aplicação no trabalho que fazemos por empresários, trabalhadores e suas famílias.
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Marcelo Fernandes de Queiroz é presidente do Sistema Fecomércio RN, Sesc e Senac
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