Brincadeira é coisa séria: especialistas reforçam impacto das brincadeiras no desenvolvimento infantil

Brincadeira é coisa séria: especialistas reforçam impacto das brincadeiras no desenvolvimento infantil
Pular, correr, imaginar, desenhar, montar, inventar histórias. A infância se comunica através das brincadeiras e especialistas alertam que brincar está longe de ser apenas diversão. A atividade é considerada uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social das crianças.
Durante o período em que é celebrada a Semana Mundial do Brincar (23 a 31 de maio), o tema ganha ainda mais visibilidade ao lembrar que o brincar é uma necessidade da infância e exerce influência direta na formação da criança desde os primeiros anos de vida.
De acordo com o pediatra da Hapvida, Raphael Maia, as brincadeiras funcionam como uma linguagem natural da criança e contribuem diretamente para o aprendizado e para a construção das relações afetivas. “É através do brincar que a criança desenvolve criatividade, aprende a lidar com emoções, exercita a autonomia, melhora a coordenação motora e fortalece habilidades sociais importantes para toda a vida”, explica.
O especialista destaca que atividades lúdicas também estimulam áreas essenciais do cérebro relacionadas à memória, concentração, comunicação e resolução de problemas. “Brincar ajuda a criança a compreender o mundo, desenvolver confiança, aprender limites e construir sua identidade. É uma etapa fundamental para um crescimento saudável”, afirma Raphael Maia.
Além dos benefícios para o desenvolvimento infantil, brincar também é um direito garantido por lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o acesso ao lazer, à recreação e às atividades próprias da infância. Segundo o pediatra, valorizar as brincadeiras é também combater riscos modernos, como o sedentarismo infantil e a exposição precoce e excessiva às telas. “Quando a criança brinca, ela aprende, se expressa, cria vínculos e se desenvolve de forma integral”, ressalta. Para ele, o brincar precisa ser entendido como algo essencial para a saúde e para a qualidade de vida infantil.


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