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Crônica de Flávio Resende: Escritos da Alma

Enquanto o planeta vive a tal pseudo Semana Santa, assistimos, estupefatos, a um mês bélico, marcado por mísseis, bombas e destruição em massa, levando ao plano espiritual milhões de almas inocentes, enquanto poucos comandam o desencarne coletivo.
Vivemos uma situação em que a verba para o feijão rareia, enquanto a subvenção atômica permeia e é empoderada — até adorada — por seres sedentos de vingança, ódio, desamor e hipocrisia. Falam de Deus e de soberania, mas, na verdade, matam com mentiras, ideologias e uma insaciável sede de dinheiro e poder.

Hitler matou em nome de uma suposta raça pura. Agora assistimos à laranja mecânica contemporânea perseguindo o mesmo objetivo: inventando falsos perigos, criando comunistas fantoches, narcotraficantes de araque e gastando munição para depois comprá-la novamente, recebendo propinas trilionárias e embarcando o planeta na nau insensata da guerra, das fake news e do confronto desnecessário.

Num verdadeiro jogo de xadrez para dominar o planeta, busca-se instalar a ditadura da extrema direita e escravizar a população em um campo de concentração simbólico, onde restará à massa humana trabalhar até o esgotamento físico para enriquecer poucos, ter raros momentos de prazer e referendar a ideologia da raça branca dominante e pura.

É o nazismo novamente, agora com o apoio das grandes plataformas digitais — Facebook, Instagram, Google, Starlink — promovendo uma alienação mundial por meio da religião e da manipulação informacional, tornando a grande massa humana subserviente, alienada, idiotizada e desumanizada.

Esses seres demoníacos destinam cada vez mais verbas para a guerra, cortam ajudas humanitárias, prendem opositores, mentem sistematicamente, desonram os bons, ridicularizam os honestos e maltratam os puros e humanistas.
Estamos entregues a uma horda crescente de lobos em pele de cordeiro, infiltrados nas religiões, nos partidos políticos, nas entidades classistas, nos clubes de serviço, nas ONGs, nos times de futebol, nos colégios e universidades, tornando a vida comum um inferno de desinformação e mentiras, embotando a mente de pessoas de bem a serviço do mal, do horror e de um planeta nocivo, baixo, triste e terrivelmente desumano.

Infelizmente, vivemos tudo isso de maneira intensa.
Viva os acordados.
Viva os de visão lúcida.
Viva os sapiens de fato, os verdadeiros seres humanos.
Se, mais uma vez, não vencermos as trevas, sucumbiremos de vez.
Lutemos. À vitória.

Flávio Rezende
Aos quatro dias do quarto mês do ano de dois mil e vinte e seis — 14h25.
Bar do KU, Natal — RN, Brasil.

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