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Foto Divulgação

Levantamento aponta aumento de 72,8% nos atendimentos por problemas lombares entre pessoas de até 19 anos

Por muito tempo, dor na coluna foi tratada como sinônimo de envelhecimento. Mas esse tipo de queixa tem se tornado frequente entre pacientes jovens. Os atendimentos hospitalares por problemas lombares entre pacientes de até 19 anos cresceram 72,8% entre 2019 e 2024, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares, do Ministério da Saúde.

Para a coordenadora de fisioterapia da Hapvida, Giovana Soares Moreira, entre os principais fatores causadores estão o sedentarismo, o excesso de tempo diante de telas, a postura inadequada, a sobrecarga das articulações e aspectos comportamentais e psicossociais. “O uso excessivo de telas não só pode agravar o quadro de dor, como pode ser um dos fatores que desencadeiam o problema, já que a maioria dos jovens não se posiciona corretamente e permanece horas seguidas na mesma posição usando o celular”, afirma Giovana, que destaca que o sedentarismo completa o quadro.

“A falta de atividade física gera fraqueza muscular generalizada, reduzindo a capacidade de sustentação da coluna e favorecendo o aparecimento da dor”, explica a fisioterapeuta. “A atividade física deve ser encarada como um meio preventivo para um envelhecimento saudável”, completa.

A prevenção passa por hábitos simples. A regra do 30 por 30, que recomenda levantar-se por 30 segundos a cada 30 minutos sentado, é uma delas. “Alongamentos e exercícios de mobilidade básicos durante o dia, principalmente nos intervalos em que os jovens permanecem muito tempo na mesma posição, ajudam bastante”, recomenda a especialista.

Programa Coluna

Para dar suporte a quem já convive com dor crônica nas costas, a Hapvida mantém o Programa Coluna, iniciativa do Qualivida voltada para beneficiários com esse tipo de queixa. A iniciativa está disponível nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Americana, Sorocaba, Jundiaí, Campinas, Curitiba e Rio de Janeiro.

O acompanhamento reúne equipe multidisciplinar, formada por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas, protocolos personalizados para alívio da dor, reeducação postural e recuperação da mobilidade, além de avaliações físicas contínuas e participação em grupos de apoio.

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