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Postado às 09h02 CulturaDestaque Nenhum comentário

Foto Assesoria secultrn.

Socioeducandos de três unidades do sistema socioeducativo participaram de oficinas e produziram um filme de animação exibido no auditório do Complexo.

Nesta quarta-feira (12), o Complexo Cultural Rampa recebeu quinze adolescentes assistidos pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) para celebrar o encerramento de um projeto com jovens em cumprimento de medida socioeducativa. O Municine, elaborado em parceria com a produtora colaborativa Fábrica de Inventores, é um laboratório de estudo de sombras que culminou na realização de um projeto audiovisual viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo RN.

 

“É uma honra para nós receber esse projeto e poder proporcionar este espaço para que os adolescentes possam apreciar a arte que eles mesmos produziram. É através destas iniciativas que a gente percebe como a política pública realmente chega na ponta e é capaz de trazer uma nova perspectiva de transformação de vidas através da Cultura”, declarou a Secretária de Cultura, Mary Land Brito, que destacou ainda a importância da articulação entre diferentes instâncias do governo e instituições em benefício da sociedade.

 

A Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) é um ente da administração indireta do Governo do Estado vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), responsável pela execução das medidas socioeducativas aplicadas aos adolescentes que cometeram ato infracional de todo o Estado.

 

No RN, dez unidades são administrados pela Fundase, nas cidades de Natal, Parnamirim, Caicó e Mossoró, sendo quatro unidades de internação (Case), três unidades de cumprimento de medida em semiliberdade (Casemi) e três unidades de internação provisória (Casep), responsáveis pelo pronto atendimento dos adolescentes.

 

O filme de animação “O Menor e a Raposa”, produzido pelos adolescentes socioeducandos da Fundase, foi exibido no auditório do Complexo Cultural Rampa, junto a outros três curtas-metragens: Fazenda Rosa, Cordel da Vila e Ori. A coordenadora de Gestão de Pessoas da Secretaria da Administração (Sead), Ilana Von Sohsten, acompanhou a atividade.

 

Também esteve presente a gerente do Centro de Atendimento Socioeducativo em Semiliberdade de Nazaré (Casemi – Nazaré), Flávia Santos, que explicou que o Municine é fruto da parceria com a Fábrica de Inventos, liderado pelo coordenador Gil Leal. “Ele já trabalhava conosco através de oficinas de grafite e então trouxe essa proposta de projeto audiovisual, com oficinas de roteiro, som e direção de arte”.

 

“Foi muito relevante porque os adolescentes puderam entrar em contato com outras linguagens. Eles se integraram melhor e aprenderam a trabalhar juntos, porque o audiovisual trabalha o coletivo, a criatividade e o respeito às ideias”, avaliou a gerente.

 

De acordo com o coordenador do projeto, o Municine envolveu principalmente três unidades do sistema socioeducativo: o Casemi Nazaré, o Case Pitimbu e o Casemi Pe. João Maria. “Foram vinte horas de formação em cada uma dessas unidades, contando com quatro módulos: arte e animação, fotografia, som e roteiro”, pontuou. As ações foram desenvolvidas com recursos do Edital de Formação em Audiovisual da Lei Paulo Gustavo RN.

 

O encontro na Rampa marcou a conclusão das atividades, após grande expectativa dos adolescentes. Eles relataram que foi uma experiência única e surpreendente realizar um produto audiovisual dentro de uma unidade socioeducativa e que foi um momento de grande satisfação visualizar o nome deles na telona do auditório, como numa tela de cinema.

 

A gerente de articulação interinstitucional da Fundase, Nazaré Davi, destaca que a Cultura é um dos eixos trabalhados nas ações socioeducativas. “A Cultura, comprovadamente, é um caminho para se construir uma nova mentalidade, e o maior objetivo da socioeducação é contribuir para que o socioeducando construa um novo projeto de vida, então a cultura é essencial porque desperta nele o entendimento dele enquanto sujeito na sociedade”.

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