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Postado às 20h07 CidadeDestaquePlantão Nenhum comentário

Foto Evaldo Gomes

Com apresentação de dados do Kantar Ibope a respeito do mercado de rádio no Brasil e o lançamento de um manifesto pelo setor radiofônico do Rio Grande do Norte, a segunda edição do Midiatalks trouxe um debate qualificado e com presença de bom público nesta segunda-feira (27).

Com organização dos Sindicatos das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais, Portais e Revistas do RN (Midiacom/RN) e o das Agências de Propaganda do RN (Sinapro/RN), o evento mostrou também oportunidades de investimento no setor.

Além disso, uma pesquisa de audiência foi contratada pela 98 FM, Rádio Clube, Jovem Pan News (93,5 FM) e 104 FM, que será apresentada ao mercado e a sociedade. O evento teve a presença de autoridades  como o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, e o diretor-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística, Raoni Fernandes, e o presidente da Midiacom Bahia, Augusto Correia.

Segundo Felinto Filho, vice-presidente de Rádio da Mídiacom/RN, o período eleitoral evidencia a influência do veículo, que se mantém como fonte de informação para grande parte dos ouvintes. “Essa mobilização ocorre de forma contínua, não apenas em períodos específicos”, declarou.

Ele apontou que o rádio incorporou a digitalização às suas rotinas de distribuição de conteúdo. Para ele, esse processo ampliou as formas de contato entre o veículo e o público, sem substituir a relação já estabelecida.

Já o gerente regional do Kantar Ibope, Leonan Torres, apresentou dados sobre o alcance do rádio na população. Alguns deles, como quase 80% dos brasileiros ouviram rádio nos últimos 30 dias, e em Natal esse índice chega a quase 70% nos últimos oito dias.

O gestor defendeu que o rádio deve integrar o planejamento de mídia do mercado publicitário. “O consumo diário do veículo ultrapassa quatro horas, tanto em Natal quanto no restante do país”, informou.

A Head de Mídia e Intelligence na Art&C Comunicação Integrada, Alzira Paiva, disse que vê de “forma muito positiva essa movimentação” pois, segundo ela, “atua tanto na aproximação quanto no fortalecimento do mercado como um todo”.

Ela ressaltou que “quando temos veículos mais bem preparados e maior poder de argumentação no mercado publicitário, fortalecemos as vozes de comunicação do mercado potiguar”. De acordo com a representante da Art&C Comunicação Integrada, ver atitudes como o investimento na realização de pesquisas e investindo em dados “nos leva a um novo patamar de profissionalização da comercialização, da programação e do entendimento do setor”.

Na visão dela, “principalmente para os anunciantes, poderemos entender qual é a melhor faixa horária para anunciar em cada emissora e que tipo de programa tem mais afinidade com determinado público-alvo”.

Enquanto isso, o palestrante e consultor Fernando Morgado afirmou que previsões anteriores sobre o fim do rádio, feitas quando a televisão surgiu, não se confirmaram. “O veículo permanece relevante no cenário atual de comunicação”, assegurou.

Morgado destacou que o Midiatalks representa a união das emissoras em torno de um posicionamento comum e que “o rádio forte é uma sociedade forte. É uma sociedade mais democrática, é uma sociedade mais aberta. E uma sociedade que promove, ainda mais, desenvolvimento, inclusive, econômico. Porque o rádio é um instrumento de desenvolvimento econômico, assim como a TV aberta”.

Foto Evaldo Gomes

Manifesto visa crescimento do rádio potiguar
Durante a edição do Midiatalks foi lançado o manifesto pelo crescimento do rádio potiguar. “Hoje não termina um evento. Hoje começa um movimento”, declarou Felinto Filho. O documento estabelece uma agenda de compromissos coletivos para o setor e se organiza em três eixos.

O primeiro, representar, que trata do fortalecimento institucional do rádio e da defesa de sua credibilidade junto ao mercado anunciante. O segundo eixo é provar e prevê a produção conjunta de inteligência de mercado, incluindo estudos e indicadores compartilhados entre as emissoras. O objetivo é embasar decisões do setor com dados comuns.

E o terceiro eixo é vender, que se propõe ampliar o investimento publicitário no rádio e fortalecer sua atuação digital. Incluindo ainda o desenvolvimento de projetos e soluções comerciais integradas entre as emissoras.

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