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Postado às 18h03 CidadeDestaque Nenhum comentário

Procon Natal realiza pesquisa de preço no comércio de refeições na capital potiguar / Crédito: Alessandro Marques – Procon Natal

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Natal (Procon Natal) realizou pesquisa de preço de restaurante self-service na capital potiguar. A pesquisa foi realizada nos meses de fevereiro e março, no comércio da cidade do Natal. Foram pesquisados setenta e seis estabelecimentos, a  fim de conhecer, acompanhar e informar os preços praticados.

O setor de pesquisa foi responsável pela análise dos dados coletados, comparando a média de preço por região, assim como a sua variação e a comparação entre o maior e menor preço dos estabelecimentos, ou seja, informando uma melhor opção de refeição para os consumidores. O prato executivo custa em média R$ 25,47 e o prato do dia R$ 16,21.

Com base nas informações dos estabelecimentos, verificou-se que o preço médio da refeição self-service por quilo, ficou em média R$ 82,78. O maior preço encontrado foi de R$ 115,90 e o menor de R$ 49,90, variação de 132,26%. A diferença entre o maior e menor preço foi observada em todas as regiões, devido aos tipos de estabelecimentos visitados.

A região com as refeições de maior preço médio encontrado foi a leste com R$ 91,45, compreendendo os bairros Tirol, Petrópolis, Areia preta, Praia do Meio e o bairro do alecrim. A segunda região com a refeição mais cara foi a sul, com o preço médio de R$ 80,85; valor encontrado nos bairros de Capim Macio, Candelária, Lagoa Nova, Ponta Negra e o Planalto. Já a norte, teve um preço médio da refeição de R$ 80,72, tendo sido pesquisados os bairros Potengi, Igapó e Nossa Senhora da Apresentação. A região com a refeição de preços mais acessíveis foi a oeste com R$ 76,45, nos bairros das Quintas, Nossa Senhora da Apresentação e Cidade da Esperança. O centro da cidade, no bairro de cidade alta, onde compreende uma região comercial, teve um preço médio de R$ 78,90.

O estudo analisou também seguimento do comércio alimentício com venda para entrega (“quentinhas”). A análise da “quentinha tipo nº 2”, apresentou preço médio de R$ 15,92. No entanto, foi encontrada a “quentinha tipo nº 1 menor” com valor de R$ 13,36 e a “nº 3 maior” com preço médio de R$ 18,53. O maior preço encontrado da número 2 foi de R$ 22,00 e o menor R$ 12,00; uma  variação de 83,33%. A  pesquisa observou diferença de R$10,00 entre o maior e menor preço em todas as regiões.

O Procon Natal também analisou o impacto do custo do preço médio da refeição na capital para o consumidor em relação ao salário-mínimo, encontrando o percentual de 32,62%, ou seja, o trabalhador precisará de 63,88 horas de trabalho para pagar uma refeição de 400g, em vinte e dois dias uteis no mês. Para o consumidor que se utiliza da refeição com quentinha, durante vinte e dois dias uteis no mês, ele terá um custo de R$ 350,24, e isso representa 25,09% do salário-mínimo e 51,06 horas de trabalho.

A diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, orienta que na hora de escolher o restaurante em que vai comer, o consumidor deve sempre avaliar o preço e tentar comparar com a qualidade da comida oferecida. Além disso, é importante que os consumidores estejam cientes dos seus direitos. “Os estabelecimentos que oferecem refeições por quilo não podem informar o preço apenas ao equivalente a 100g ou deixar de informar o valor da tara (peso do prato); também não podem veicular informação que não corresponda ao valor mostrado na balança. Não pode ser cobrada taxa de desperdício do consumidor que deixar sobras de refeição em seu prato. O pagamento da gorjeta não é obrigatório, é uma opção do consumidor. O estabelecimento deve informar claramente o valor e que seu pagamento é opcional. Não pode ser apresentada essa taxa se não houve a efetiva prestação de serviço”, detalhou.

O objetivo  órgão de defesa do consumidor com o levantamento, que está em sua primeira edição, foi conhecer e acompanhar o custo das refeições na capital. Durante a coleta de preços verificou-se que o consumidor tem diversas opções de estabelecimentos e preços, uma vez que a pesquisa abrangeu o centro da cidade, shopping centers e bairros residenciais.

Em caso de descumprimento na relação de consumo, o consumidor deverá fazer denuncia na sede do órglocalizado na rua Ulisses Caldas, 181 – Cidade Alta – Natal/RN, acompanhado de nota fiscal. O Procon Natal, está com sua equipe de atendimento pronta para atender as demandas dos consumidores natalenses, e caso tenha sido infringido o seu direito, denuncie também pelo e-mail procon.natal@natal.rn.gov.br.

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