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Pão francês fortalece setor de panificação

Se tem um produto que não pode faltar no café da manhã do Brasileiro é o dando do pão francês, seja ele consumido puro, com manteiga ou com ovo. A paixão pelo produto rendeu até a criação do Dia Nacional do Pão Francês, que é celebrado neste sábado, 21 de março. Apesar do nome, o pão francês é uma invenção brasileira do início do século XX, inspirada em pães europeus que eram trazidos ao Brasil.

A inspiração deu certo, virou tradição nas nossas padarias e virou fonte de geração de emprego e renda. Padaria que se preze, tem de vender o pão francês quentinho logo cedinho, e no fim da tarde.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, o consumo médio no Brasil é de cerca de 34 quilos de pão por pessoa ao ano, com predominância do pão francês. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta o alimento como um dos mais presentes no dia a dia das famílias, consolidando o papel dentro do orçamento doméstico.

Esse consumo constante sustenta um setor robusto. Atualmente, o Brasil conta com mais de 70 mil padarias, responsáveis por milhões de empregos diretos e indiretos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria.
No Rio Grande do Norte, a panificação também apresenta crescimento expressivo. O setor avançou 42,4% entre 2020 e 2025, impulsionado principalmente pelos pequenos negócios. Hoje, são cerca de 2,7 mil empresas formais, sendo aproximadamente 65% formadas por microempreendedores individuais (MEIs).

Em Natal, o cenário acompanha o potencial de consumo da capital, que movimenta cerca de R$ 31,6 bilhões por ano, com destaque para os gastos com alimentação dentro do lar, um indicativo direto da relevância das padarias no comércio local.

O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do RN, Ivanaldo Maia, destaca que o pão francês é um dos principais sustentáculos do setor.“ Estamos falando de um produto que tem saída todos os dias, que garante fluxo constante nas padarias e sustenta milhares de pequenos negócios. O pão francês é democrático, acessível e faz parte da cultura alimentar do brasileiro. Aqui no Rio Grande do Norte, ele também representa oportunidade de geração de renda e fortalecimento da economia local”, entatizou Ivanaldo Maia.

Apesar da simplicidade da receita — farinha, água, sal e fermento —, a produção do pão exige técnica e eficiência para atender a uma demanda diária. Esse equilíbrio entre tradição e produtividade é um dos fatores que mantêm o setor competitivo.
Ao longo dos anos, o pão também passou por uma mudança de percepção. Antes visto como vilão por nutricionistas em algumas dietas, hoje é reconhecido como uma importante fonte de energia quando consumido de forma equilibrada, o que contribui para a manutenção de sua alta demanda.

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