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Robótica ganhou destaque no GO!RN 2026 com exposição de protótipos e atividades voltadas à educação, inclusão e tecnologia. (Foto: Luana Tayze)

Exposição, palestras e projetos mostram como a experimentação pode estimular o aprendizado e aproximar estudantes da tecnologia.

Por Especial GO!RN 2026

Papelão, madeira, canos de PVC, garrafas PET e peças impressas em 3D podem virar robôs. Mas, antes de o protótipo começar a se mover, há uma sequência de problemas para resolver: como construir? Como programar? Por que não funcionou? O que precisa mudar?

No GO!RN 2026, essas perguntas têm despertado a curiosidade principalmente dos jovens estudantes que visitam o espaço de robótica. Eles se aproximam dos protótipos, acompanham demonstrações e conhecem projetos que colocam ciência e tecnologia em prática.

No espaço de exposição, o público encontra os robôs já construídos e em funcionamento. Mas chegar até esse resultado envolve uma sequência de tentativas, decisões, erros e soluções. Foi esse percurso que a professora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Cybelle Barbosa e Lima, levou para a palestra “Muito Além do Código: Como a Robótica Transforma Jovens em Solucionadores de Problemas”, realizada neste sábado (19). Com atuação em projetos de popularização da ciência, Cybelle apresentou a experiência do RoverXpedição para mostrar como a construção de robôs pode desenvolver conhecimentos técnicos e estimular autonomia, trabalho em equipe e capacidade de resolver problemas.

O projeto envolve estudantes da educação básica na construção de rovers, veículos robóticos inspirados nos equipamentos utilizados em missões de exploração. A jornada passa por diferentes etapas, da concepção dos primeiros protótipos aos desafios de construção, programação e validação.

No RoverXpedição, construir o robô é também aprender a lidar com o que não sai como planejado. Se uma suspensão não funciona ou uma solução precisa ser refeita, os estudantes precisam identificar o problema, testar possibilidades e buscar outro caminho.

A professora da Ufersa, Cybelle Barbosa e Lima, apresentou a experiência do RoverXpedição e destacou a robótica como ferramenta de aprendizagem e resolução de problemas. (Foto: Moraes Neto)

É nesse processo que o erro ganha outra função. Em vez de encerrar uma tentativa, ele ajuda a indicar o que precisa ser revisto. “O erro deve fazer parte do processo”, destacou Cybelle.

A busca por soluções mobiliza conhecimentos de mecânica, elétrica, eletrônica e programação, mas não só. Como o trabalho é realizado em equipe, os estudantes também precisam dividir responsabilidades, tomar decisões e lidar com os atritos que aparecem durante o desenvolvimento.

De acordo com a professora, a proposta da iniciativa também parte de um princípio de acessibilidade: aproximar a robótica dos estudantes mesmo quando não há laboratórios ou equipamentos sofisticados disponíveis. Nas primeiras etapas, papelão, bambu, madeira, garrafas PET e canos de PVC podem servir de matéria-prima para os protótipos.

As equipes que avançam passam por mentorias em áreas como mecânica, elétrica, eletrônica e programação. O projeto é voltado a estudantes da educação básica e tem acesso gratuito, sem exigir que as escolas disponham previamente de equipamentos ou materiais específicos para participar.

A proposta busca ainda alcançar estudantes que normalmente encontram mais barreiras para acessar iniciativas de ciência e tecnologia. Durante a palestra, Cybelle destacou a participação de alunos de escolas públicas, jovens em situação de vulnerabilidade social e estudantes que vivem distantes dos grandes centros.

Robótica em diferentes experiências

A robótica também teve destaque ao longo da programação do GO!RN 2026. Uma das atividades foi a apresentação “Do Jogo à Inclusão: Empreendedorismo Gamer com Robótica e Tecnologia Assistiva”, do Oiticica Valley, que levou ao Palco Gamer experiências desenvolvidas em atividades semanais na Apae de Pau dos Ferros (RN).

A iniciativa utiliza o Robô TAN, kits eletrônicos e jogos físicos interativos em atividades com pessoas com deficiência. A proposta aplica elementos comuns aos jogos, como desafios, fases, comandos, pontuação e estímulos visuais, sonoros e táteis, para trabalhar habilidades motoras, cognitivas, sensoriais e socioeducacionais.

Fora dos palcos, a tecnologia também chama atenção na exposição de robótica. O espaço tem atraído especialmente jovens estudantes, que circulam entre os equipamentos, observam os protótipos em funcionamento e conversam com os responsáveis pelos projetos.

O GO!RN 2026 reúne mais de 250 atividades em 13 eixos temáticos. Promovido pelo Sebrae-RN, em correalização com mais de 40 instituições parceiras, o evento segue neste sábado (19), no Centro de Convenções de Natal, com programação voltada à inovação, tecnologia e empreendedorismo.

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